| Moção de solidariedade para com os trabalhadores do CTT |
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Quase como se fosse uma instituição que resulta da força do hábito e que remonta às histórias contadas pelos avós dos nossos avós, à distribuição postal foi sempre associada a imagem do carteiro.
Profissionais que, pela confiança e carinho que neles a população depositava, foram sempre mais do que simples portadores da correspondência postal pela qual todos ansiavam. Eram/são, ainda hoje, muitas vezes confidentes e ajuda fundamental para a resolução de muitos problemas que os mais carenciados e/ou isolados sentem. Até agora, a distribuição do correio sempre foi garantida pelos carteiros, trabalhadores dos CTT que, com formação, código de conduta e profissionalismo, asseguravam a realização desse serviço indispensável no nosso dia-a-dia. Até agora, a associação entre o carteiro e o serviço prestado tinha um rosto e um nome, ao qual, sobretudo nos meios mais pequenos, era possível pedir responsabilidades ou manifestar o nosso agradecimento ou, exigir à empresa que representam - os CTT, a assumpção das responsabilidades causadas por um qualquer serviço menos bem executado e o eventual ressarcimento pelos danos causados. Agora, querem mudar esta relação. Agora os CTT, através da sua administração, querem alterar a forma de assegurar a distribuição do correio em território nacional, eliminando os elementos fundamentais desta cadeia profissional. Em nome de uma "economia de merceeiro" e com o único objectivo de reduzir despesas, mesmo que seja à custa da qualidade do serviço a prestar, sem se importar com o aumento da precariedade do emprego dos seus trabalhadores e, finalmente, tendo por fito a desresponsabilização das suas obrigações nacionais, a administração dos CTT está a preparar a entrega da distribuição postal nacional a tarefeiros/subempreiteiros sem formação ou experiência, sem garantia de sigilo profissional e apenas como se de uma mercadoria qualquer se tratasse. Como se não bastasse já o encerramento total ou parcial de várias estações de correios um pouco por todo o país, a administração dos CTT pretende vender caro, à custa dos trabalhadores e dos cidadãos, o serviço de distribuição postal, que é público e vital para muitos cidadãos e/ou comunidades, sem se importar com quem será afectado por esta medida meramente economicista. Assim, a Freguesia de Pinhal Novo, reunida em sessão pública no dia 20 de Novembro de 2009, manifesta a sua solidariedade para com os trabalhadores dos CTT e a sua luta em defesa dos respectivos postos de trabalho, em nome dos interesses das populações, do interesse nacional e da Lei, exigindo à administração dos CTT e ao ministério da tutela o cumprimento da legislação em vigor, designadamente no que concerne ao agenciamento do correio que, recorde-se só pode ser efectuado com o consentimento do estado português, conforme determina a lei. Pinhal Novo, 20 de Novembro de 2009
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