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Pinhal Novo Resumo Histórico
A povoação do Pinhal Novo, no concelho de Palmela e distrito de Setúbal, foi elevada á categoria de vila pela Assembleia da República, nos termos da alínea d) do artigo 164º e do nº 2 do artigo 169º da Constituição, aprovada em 11 de Março de 1988 e referendada em 28 de Março do mesmo ano. Pinhal Novo dista cerca de 9 quilómetros da sede concelhia, e tem por orgão S. Jose.
A origem do seu topónimo principal est no latim vulgar Opiniale, Opinhal; o elemento determinativo "Novo" alude a uma recente instituição.
O território de Pinhal Novo, embora não apresente vestígios de fortificações castrejas e restos de antigas povoações, a desde pocas muito remotas um local de passagem. Esta caracteristica deve-se ao facto de ser ponto de cruzamento de diversas rotas, como a Estrada dos Espanhois, a rota dos Círios da Atalaia, o caminho-de-ferro e, mais recentemente, de grandes vias de comunicação rodoviárias.
Para se compreender a história da formação desta povoação não é só necessário recuar ao ano 1833, altura em que estaria fundado o Círio da Carregueira, que constitui, muito provavelmente, a mais antiga manifestação de organização em Pinhal Novo, mas também referir a data 1856, ano em que se deu início as obras do caminho-de-ferro, um dos principais factores do desenvolvimento local, cuja inauguração oficial aconteceu a 1 de Fevereiro de 1861; será ainda importante conhecer a história de José Maria dos Santos, homem de modesta ascendência, possuidor de uma invulgar capacidade de trabalho, um autêntico génio empresarial que se tornou em poucos anos, uma figura proeminente e poderosa no sector da agricultura portuguesa. Licenciado em Veterinária, conta a tradição popular que foi a sua profissção que o uniu a Baronesa de S. Romeo, senhora distinta.
Encontrando-se esta doente, recorreu aos serviços do veterinário José Maria dos Santos, acabando este por frequentar o palácio da Lagoa da Palha, até ao dia em que se casaram.
Em Junho de 1860, José Maria dos Santos, que contava então 28 anos, já fazia parte da Direcçãoo da Associação Central da Agricultura Portuguesa. O primeiro acto público verdadeiramente importante para a vida da localidade, ocorreu em 18 de Junho de 1872, quando José Maria dos Santos fez doação á povoação de Pinhal Novo, de um terreno para a construção de uma capela e para a realização dos festejos. As obras de construção da igreja foram iniciadas naquele ano e concluíram-se em 1874.
Com o seu espírito empreendedor, José Maria dos Santos aumentou de forma colossal a área das suas propriedades e transformou-as, de regiões bravias e pantanosas, em terras de cultivo e arvoredo. Considerado um dos homens mais ricos de Portugal, mandou plantar uma enorme vinha (Rio Frio), um grande montado de sobro (Herdade da Palma), e ainda um extenso olival alinhado. Verdadeiro percursor da colonização interna, as terras que arroteou e tratou nos concelhos de Palmela, Montijo e Alcochete (antiga aldeia galega), povoou-as, fixando os trabalhadores rurais através da cedência de courelas (antiga unidade de medida agrária). Em pouco tempo, o homem que viera do nada, chegava a ser deputado, par do reino e amigo da família Real.
Á data da sua morte, em 1913, José Maria dos Santos possuía uma fortuna calculada em dez mil contos, e propriedades que se estendiam por uma área superior a quarenta mil hectares, qualquer coisa como quatrocentos quilómetros quadrados de terra, não se esquecendo contudo, de repartir a sua fortuna pelos sobrinhos, empregados e diversas instituições de qualidade, entre as quais a Assistência Nacional aos Tuberculosos, da qual foi o primeiro Vice-Presidente.
O povo de Pinhal Novo homenageou o ilustre benfeitor, construindo-lhe uma estátua, que foi colocada no largo que recebe o seu nome.
Entretanto, Pinhal Novo que até então era uma pequena povoação anexa á freguesia de S. Pedro de Palmela, foi evoluindo, vindo pelo Decreto-Lei nº 15 004 de 7 de Fevereiro de 1928, a ser elevada á categoria de freguesia. O caminho de ferro desempenhou um papel preponderante no desenvolvimento da localidade, atraindo e fixando gentes de mútiplas origens. A sua Esção, ornamentada com belos azulejos de João Rodrigues e J. Branco, sobre temas recolhidos pela objectiva de Manuel Giraldes da Silva, constitui uma das maiores riquezas artísticas da região, com uma excelente síntese dos mais marcantes aspectos do distrito de Setúbal.
Do seu vasto património cultural e edificado dever-se-á referir: a Igreja Matriz, o coreto, o chafariz, o poço, a ponte de pedra, a importante estação de caminhos-de-ferro, o palácio de Rio Frio e a estátua de José Maria dos Santos, o Monumento ao Ferroviário... Pinhal Novo apresenta, além dos referidos, outros locais de interesse turéstico, como a barragem do Rio Frio e o Jardim do Largo José Maria dos Santos. As principais actividades económicas da freguesia são: a agricultura, a construção civil, as serralharias, as carpintarias, o fabrico de módulos em cimento, o fabrico de frigoríficos, a panificação, a vitivinicultura, a transformação de mármore, o comércio e os serviços.
Brasão: escudo de ouro, pálio de negro carregado de um pálio de prata, acompanhado de dois pinheiros arrancados de verde e frutados de púrpura. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "Pinhal Novo"
Bandeira: esquartelada de púrpura e amarelo. Cordão e borlas de ouro e púrpura. Haste e lança de ouro.
DESCRIÇÃO DE SIMBOLOGIA
Escudo Escudo de ouro.
Coroa Mural Coroa mural de prata de quatro torres.
Por ter sido elevada à categoria de vila pela Assembleia da República, nos termos da alínea d) do artigo 164º e do nº2 do artigo 169ª da Constituição, aprovada em 11 de Março de 1988 e referendada em 28 de Março do mesmo ano.
Listel Listel branco, com a legenda a negro: "PINHAL NOVO".
Pinheiros Representam o topónimo principal, "Pinhal" Novo, e a vasta zona natural que a área da freguesia abrange.
Pálio
Representam um dos principais propulsores do desenvolvimento da freguesia: a importante estação de caminhos-de-ferro.
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